
When someone speaks to me really fast in Portuguese and then asks me if I understood.

When someone speaks to me really fast in Portuguese and then asks me if I understood.
Eu sempre fui uma grande simpatizante de (quase) todos os movimentos que lutam pela liberdade de expressão, liberdade sexual, igualdade social e justiça; não é nenhuma surpresa que eu tenha entrado em contato com o Feminismo e as lutas a favor dos direitos sexuais. Quando as pessoas me questionam sobre as minhas razões para apoiar esses movimentos, a minha resposta costuma ser algo assim: “Cada um faz da sua vida o que bem entende - desde que “fazer o que bem se entende” não signifique causar mal aos outros ou interferir nos direitos alheios.”.
Eu não tenho (quase) nada contra o fato de algumas pessoas serem contra os homossexuais, a liberdade dos seres humanos e suas religiões; desde que elas não interfiram negativamente na vida de ninguém. O que me incomoda propriamente nesse tema é que algumas pessoas não conseguem entender a ligação que existe entre as crenças e convicções deles com a liberdade do outro de ser como é. Eu não vejo problema em o Bolsonaro, Malafaia ou Marco Feliciano (e todos os outros parecidos) falarem tudo que eles pensam lá na casa deles; o problema começa quando eles trazem o discurso de ódio deles para o âmbito social e político. Algumas coisas precisam ser entendidas; por exemplo: o fato de você e sua religião serem contra o casamento homoafetivo e a adoção de crianças por casais homoafetivos não te dá o direito de proibir que os homoafetivos se casem e/ou adotem crianças. Outro exemplo muito simples: só porque você não é a favor do aborto, não te dá o direito sobre o corpo de todas as outras mulheres e a decisão delas sobre fazer ou não um aborto.
A famosa regra do “não gosta, não faz” é muito válida aqui! Se você é contra o casamento gay, é muito simples se ver livre disso, não se case com um gay! Se você não é a favor do aborto, não faça um aborto. Não gosta de maconha? Filhão, é só não fumar! Não queira que as outras pessoas vivam de acordo com o que você acredita! Para os religiosos eu tenho uma questão ainda mais complexa: o livre arbítrio! Não é a famosa estória de que todo mundo tem a porra do livre arbítrio? Isso não deveria significar “estar livre para tomar decisões e se responsabilizar com as consequências”? Então, eu me pergunto, ou melhor, eu vos pergunto: Cadê o direito de decidir sobre o próprio corpo? Cadê o direito de adotar um filho, se assim for desejado pelos casais homoafetivos? Cadê a porra do livre arbítrio? Se alguém encontrar, por favor, me avise.
Ainda nas questões de direitos sociais para TODOS entra mais uma questão: O Estado é ou não é laico? Sim, o Estado Brasileiro é laico. E isso deveria significar que as leis que regem o “bem viver” da sociedade não podem ser influenciadas por dogmas religiosos, sejam eles quais forem. E antes que você venha com o papo de que “está escrito na bíblia”, lembre-se do seguinte: existem MUITAS religiões e você não ia gostar nada de ter que viver segundos às leis de uma religião que não é a sua. Portanto (recado pro Bolsonaro, Malafaia, Marco Feliciano e simpatizantes), não queiram achar que tudo bem termos uma bancada evangélica que quer fazer e acontecer com determinações que vão afetar a população brasileira como um todo. Eu não sou evangélica e não quero viver de acordo com o que eles pregam, assim como eles não gostariam de viver de acordo com o que outras religiões defendem. Coloquem-se mais no lugar dos outros, por favor!
Beijo no ombro pra quem não me entendeu.. E um abraçaço pros que entenderam.
Dia 02: um livro e uma foto minha com alguém que tem sido próxima de mim nos últimos tempos.
Esse projeto já tá falho desde o início, era pra ter começado no dia 1 de março, começou no dia 2, e a ideia era postar todos os dias.. hoje é o segundo post da série do desafio 30 dias e estamos em 11 de março. Eu não sou o melhor exemplo de assiduidade em projetos (ou qualquer outra coisa) e nem sou muito pontual ou rigorosa com os meus planos. Isso se reflete na desorganização da minha vida e do meu blog.
Vamos ao primeiro item: um livro.
Bom, um livro. Eu quase nunca leio um livro até o final, pelo simples fato de ter a impressão de que já entendi a ideia do autor lá pela metade e perco o tesão pela obra. Faço Letras e nunca li nenhum livro recomendado até o fim. E eu nem me preocupo com isso, pra falar a verdade. Mas se tem um livro que eu sempre me lembro e amo de paixão é O Pequeno Príncipe. Depois que cresci, li algumas vezes e sempre aprendia muita coisa com ele; nos últimos tempos tenho mais é tentado desconstruir os significados do livro e as lições que ele me ensinou. Mas isso é assunto pra outro post. O objetivo aqui é falar do tal livro, o que acredito que não tenha muito mais a dizer. O Pequeno Príncipe é, sem dúvida, um clássico, uma linda história de viagens internas, de descobertas de si próprio e sobre o que o amor pode ser para alguns. Vale a pena ler.
A foto:

Um alguém que tenha sido bem próximo de mim nos últimos tempos é, claro, o Tiago! Meu hubby, brother e mano sempre! Nos conhecemos com esses encontros e desencontros da rede mundial de computadores e suas redes sociais malucas, nos aproximamos e temos sido muito amigos desde então. Tiago presenciou e me ajudou com diversas transformações pessoais, viu de perto o quanto eu mudei nos últimos tempos e o quanto eu ainda quero mudar. É daqueles amigos que te apoia, aconselha e te ama! Tiago é amor. Sem mais.
A foto foi tirada em Sintra (Portugal), um dos lugares mais lindos que eu já vi em toda a minha vida, e não podia ser mais especial que isso. Um momento de bagunça e diversão (que são coisas sempre presentes em qualquer lugar que eu esteja com o Tiago), num lugar encantador, durante uma viagem maravilhosa que fizemos juntos por Portugal e Espanha, fazendo uma brincadeira com algo que é sempre motivo de nossas brincadeiras e conversas mais sérias (religião) e no lugar mais lindo de Sintra, e o favorito do Tiago. Amo você bróder! J
hoje, eu sou assim. amanhã, já não sei. tudo muda, não é? essa é a ideia de tempo que eu tenho, aquilo que vai me transformar, com sorte, fico melhor. mas HOJE eu sou assim. sou apaixonada por tudo! absolutamente tudo, não se enganem, eu me apaixono mesmo, e gosto de estar apaixonada, me faz bem.. seja por um passarinho que resolveu aparecer no meio desse inverno português, seja pelo casal de vizinhos gays que tem um filho lindo, ou até por um cara lindo e encantador, e tbm pela menina que é linda e encantadora. eu não me privo da paixão, e não importa (quase) nada, eu gosto de pessoas e coisas encantadoras e portadoras de luz, e eu me permito apaixonar sim. e não precisa ser aquela paixão estereotipada que todos imaginam - a menina com um menino, se apaixonam, namoram, casam e vivem felizes até tudo acabar por causa da pia entupida na cozinha ou um ronco que não foi resolvido. tô falando da paixão pura e sincera por aquilo que encanta!
hoje, eu sou obscena, sou boca aberta, falo demais, falo palavrão, falo boceta, pau, caralho, foder, meter e trepar! sou puta, sou vadia, e sou livre! eu não me prendo às imposições do “socialmente aceito”, porque não são eles quem pagam as minhas contas e não são eles quem me fazem gozar durante um momento de prazer sexual. eu não me proíbo daquilo que eu gosto e quero. espero que o tempo não me traga limitações pessoais em relação ao que eu acredito, espero mesmo. quando a gente decide esperar por tudo que as pessoas aceitam, a gente se prende e não se permite viver! e eu me permito viver, ah, me permito viver e MUITO! não acredito no “para sempre” pelo simples fato de que o “para sempre” não existe. é só mais uma mentira que o cinema com seus contos de fadas nos ensinou.
e, agora, eu esqueci tudo mais q ia dizer. mas acho que isso já basta.
Eu resolvi aceitar o tal desafio das 30 postagens e das 30 fotos, e pra não fazer duas coisas, eu resolvi unir os dois desafios. Comecemos o dia 1!
Dia 01 - Uma foto sua com 10 fatos sobre você. Um música. Comecemos pela foto:
Essa foto foi tirada em Lisboa (pelo Sérgio Campelo - um cara genial e muito gente boa.. além de ser um gato! hahahaha), esse ao meu lado é o Nom Nunes (ele é simplesmente uma das maiores fofuras desse universo, um amigo que fiz em Coimbra e que vou levar pra sempre comigo!). Escolhi essa foto porque me lembra de um dia em que eu estava muito calma. Não me sentia agitada, o que é estranho pra mim. Foi um dia agradável, dentre todos os outros dias muito legais que tive em Lisboa, as pessoas que estavam comigo eram legais e eu adoro os cliques do Sérgiones. Tem outras fotos minhas que ele tirou e eu adoro!

10 fatos sobre mim:
1. Eu sou destrambelhada - em todos os sentidos possíveis pra esse adjetivo! Eu me atrapalho com objetos, quebro (quase) tudo e sou atrapalhada também com os sentimentos.
2. Me apaixono com facilidade - acho que isso não deve ser nenhuma novidade pra quem me conhece. Eu tenho paixões semanas e sou simpatizante do movimento do Poliamor; acho muito interessante essa habilidade de amar as pessoas e sempre conseguir ver o melhor lado delas. Apesar dessa facilidade em me apaixonar, quando uma paixão é forte e alimentada, costuma durar muito mais do que eu gostaria. Eu não costumo sofrer muito por amor, já que me esqueço rapidamente das paixões, mas quando bate forte, já sei que tenho grandes chances de me foder com aquilo. E isso acontece bem raramente, mas, ainda assim, acontece.
3. Sou preguiçosa - sair da cama logo cedo, pra mim, é quase tortura. Se eu tiver 10 tarefas pra um único dia, consigo fazer com que aquilo se torne uma missão (quase) impossível e procrastino até o fim dos tempos.
4. Eu amo escrever - detesto tarefas escolares de “faça uma redação sobre x”, detesto escrever por obrigação e esse desafio dos 30 posts já é chato. Eu gosto de escrever quando me dá vontade, o que significa ter surtos de criatividade durante o banho, enquanto vê um filme no cinema, enquanto beija alguém no meio da balada, ou até mesmo quando tá tentando estudar pra alguma prova (principalmente quando estudo pra uma prova).
5. Eu não gosto de ter “algumas” pessoas da minha família por perto - eu sou muito sincera com os meus sentimentos, se eu amo, amo mesmo, se eu não amo, não amo e pronto! E com família isso se complica, e muito! Eu faria uma seleção muito breve dentre os membros da minha família e escolheria, sei lá, umas 15 ou 20 pessoas que eu gosto muito e simplesmente nunca mais falaria com o restante. Mas eu ganhei uma coisa da parte legal da minha família, chamada “educação” e eu faço careta, mas engulo e sou gentil com a parte chata da família..
6. Coleciono tudo que acho fofo - eu amo panelas, copos, canecas, chaveiros, pinturas, garrafas, talheres, cadernos, papéis e mais um milhão de outras coisas. E por amar tanto essas coisas, eu tendo a colecioná-las; acabo não tendo espaço pra mais nada além das minhas coisinhas fofas! Aliás, aceito presentes! u.u
7. Adoro cozinhar - se eu pudesse, hoje, deixar tudo que faço na minha vida acadêmica e profissional e partir pra um campo completamente novo, eu abriria um restaurante! Eu simplesmente AMO cozinhar, poderia passar dias na cozinha preparando pratos diversos sem parar! Nada me deixa mais alegre do que poder receber os amigos, preparar alguns pratos, beber e conversar. É bom demais!
8. Faço Letras, mas ODEIO Literatura - sim, podem atirar as pedras! Eu, Agnes, ODEIO Literatura! Sinceramente, odeio boa parte da grade do meu curso e não sinto que usarei para o meu futuro profissional. Mas se está lá, deve ser por alguma razão, então, eu tento ler e estudo. Se eu pudesse, tiraria todas as disciplinas de Literatura da grade e não teria nada no meu diploma que dissesse que eu estudei Literatura, afinal, de nada vai adiantar esse “detalhe” no meu diploma, eu não vou saber nada de Literatura quando acabar o curso. Sou bem sincera quando digo que eu só “decoro” o necessário para passar em Literatura. Não quero isso pra mim, e não existe nenhuma desilusão com o tema, eu até gosto de ler, mas eu ODEIO Literatura. Conformem-se com esse fato.
9. Eu falo demais - preciso mesmo explicar esse item? Eu simplesmente falo demais.. A pessoa me faz uma pergunta e quando vê, eu já contei um milhão de histórias. Até aí, nenhum problema, tem sempre alguém doido o suficiente pra em aguentar falando pelos cotovelos; o problema é mesmo quando eu falo muito com uma pessoa e depois eu presumo que todo mundo já ouviu as histórias, ou o contrário. O que resulta em duas coisas: ou eu falo com pessoas sobre assuntos que elas não entendem (pq eu acho q elas já me ouviram contar a história x) ou eu conto a mesma história MIL VEZES (pq acho que não contei ainda). É uma das minhas piores características, tenho tentado me conter e, se são meus amigos e querem me ajudar, parem de me perguntar coisas! Um simples “E ae?” já basta pra desencadear o monstro falante que vive dentro de mim.
10. Eu não consigo pensar em fatos sobre mim - preciso de temas de verdade pra esse desafio. Escrever 10 fatos aleatórios sobre mim é chato demais.. Preciso ficar me analisando e me explicando pras pessoas que provavelmente nem lerão isso.. E quem de fato chegar a ler, vai só descobrir coisas sobre mim que elas poderiam ter descoberto sendo meus amigos, o que seria muito mais divertido. Mas não posso deixar de notar o quanto isso é interessante; imagine se todo mundo andasse por aí com uma camiseta contendo 10 fatos sobre elas, vc leria e ali mesmo decidiria se quer ser amigo dessa pessoa. Estranho, mas interessante.. Estranho porque mataria qualquer oportunidade de conhecer outros milhares de fatos que te encantaria sobre aquela pessoa.
10 fatos terminados, vamos seguir pra música. Eu escolhi a música “On My Own” da Nikka Costa. Vamos explicar agora:
Link pra música: http://www.youtube.com/watch?v=BxMZSOBy8-o
Eu “saí de casa” há um bom tempo, aprendi muito cedo a me virar, a me cuidar e fazer por mim as coisas que eu queria, já que ninguém as faria por mim. Há muito tempo que as minhas conquistas “materiais” são méritos meus, me orgulho de tudo que conquistei material e pessoalmente, isso mostra o quanto eu consegui alcançar por minha conta. Sou independente e me sinto orgulhosa disso, não há mal nenhum nessa minha prepotência e orgulho do que sou e do que já fiz sozinha. E essa música ilustra um pouco disso tudo.. “out here, on my own” (aqui fora, por minha conta). Mas ela também fala dos momentos em que a gente dá aquela tropeçada, e precisa de alguém pra nos levantar. E eu tenho a grandessíssima sorte de ser rodeada de pessoas maravilhosas que sempre me ajudam quando eu preciso. Pessoas em quem eu posso confiar minha vida, e sei que eles não me deixariam nunca! Meus avós são criaturas metafísicas! Estão além de qualquer compreensão terrena e física de amor, representam dentro de mim um amor inexplicável. Daria minha vida por eles e faria, seria e falaria o que fosse preciso pra que eles fossem felizes. A existência deles está acima de qualquer outra coisa da minha vida. E eles são uma dessas pessoas em quem eu penso “when I’m down and feeling blue..”. Essa é uma das minhas músicas favoritas e expressa muito do que eu sou..
Acho que para um começo de desafio, esse post já está bom, né? Escrevi demais (um reflexo da minha capacidade absurda de falar mais do que deveria) e já está bem completo. Grande beijo aos que lerem..
Hey, people! Passei esses últimos dias fazendo alguns exercícios de observação, a pedido de uma professora na Universidade, e só consigo pensar que essas observações me renderam muitos pensamentos que eu gostaria de partilhar com vocês (amigos, leitores aleatórios e a internet de maneira geral). Acho que essa é a primeira vez que eu escrevo algo neste blog, normalmente só reposto coisas que eu acho interessante, mas o meu único outro blog onde posto “minhas” coisas é secreto e eu gostaria de compartilhar esse texto, portanto, inviável escrever no ultra secreto. Eu costumo ser uma pessoa que fala MUITO! Mas com a “tarefa” de observar, eu me tornei muito mais contida e calada, minha intenção era apenas captar o que acontecia ao meu redor e, só depois, expôr minhas opiniões a respeito (não que essas sejam importantes ou relevantes).
Existe um certo pensamento que reina entre as pessoas que é sobre a obrigatoriedade da recíproca nos relacionamentos. O que eu quero dizer com esse nome gigantesco é: amamos o outro esperando que ele nos ame também, somos fiéis esperando a fidelidade em troca e fazemos qualquer coisa pelos outros sempre esperando que os outros retribuam a gentileza em algum momento. Isso é meio óbvio, mas não funciona assim tão bem dentro da minha cabeça. Penso que quando gostamos, deve ser um gostar “gratuito”, não podemos nos condenar ao gostar somente quando somos “gostados” de volta, certo? Eu sou do tipo que perdoa facilmente, que releva o que você faz de maldoso pra mim, que te trata feito princesa mesmo depois de você ter sido bem maldosa comigo. Eu esqueço? Não, não esqueço mesmo; até mesmo porque quando nos magoamos fica difícil esquecer. Mas eu perdoo e sigo em frente, mesmo que reste aquela pontinha de mágoa, eu busco seguir em frente porque prefiro acreditar no lado bom das pessoas. E se tem uma coisa que sempre tenho em mente é: eu teria sido diferente dessa pessoa se estivesse no lugar dela? Sempre tento pensar que eu teria feito o mesmo ou coisa pior com as pessoas, isso me ajuda a relevar o que me fazem de mal. Li uma vez que quando compreendemos os nossos próprios defeitos, aprendemos a lidar melhor com os defeitos alheios, e isso me ajuda mesmo quando penso que alguém tem algum defeito que eu não suporto.
As pessoas se preocupam tanto em apontar os defeitos alheios que se esquecem de olhar o quanto são defeituosas também. O último caso que eu observei foi de um amigo que terminou um relacionamento porque soube que seu parceiro o traía. Agora, analisemos isso como eu analisei: ele traiu o namorado antes mesmo de descobrir que o namorado o traía e ainda terminou com o namorado com a justificativa de ter se sentido magoado com a traição do outro. Pensemos, caros colegas! Por qual razão nesse universo ele não consegue entender o tamanho da hipocrisia contida nessa reação dele? A tal dificuldade em olhar nossas próprias falhas! Não quero, de maneira alguma, deixar que isso se transforme no argumento velho de “chumbo trocado não dói”, quero apenas tentar entender o ocorrido. Eu vejo isso tudo como uma grande hipocrisia - “Tudo bem eu te trair, você nunca descobrir e seguirmos felizes com você me amando eternamente sem nunca descobrir o que eu fiz, mas não posso aceitar o fato de você ter me traído e vou usar isso contra você e vou terminar tudo porque não perdoo traição!”. Só eu consigo enxergar a hipocrisia aqui?
Não queria julgar o ocorrido com o amigo, mas me senti um pouco enjoada com toda a situação, e sei que nem tenho direito nenhum de querer julgar o que ele fez, mas, de novo, só estou tentando ilustrar os “resultados” dos dias de observação. Acredito que se ele tivesse, em algum momento, tentado praticar o velho truque do “se colocar no lugar do outro”, talvez a relação tivesse terminado de uma outra forma. Não estou dizendo que ele devia ter contado que também traiu o namorado, porque penso que cada um conta aquilo que bem quer da própria vida, mas acho que ele poderia ter terminado simplesmente porque não queria mais, sem precisar colocar o outro numa posição de vilão da história, sem precisar dessa humilhação geral de contar pras pessoas que terminou o relacionamento porque era traído; assim ele só se coloca no lugar de vítima e o outro como o lobo mau que o enganou.
Quero deixar bem claro aqui que não busco me mostrar como superior em relação a ninguém, até mesmo porque sou uma pessoa recheada de defeitos e problemas que ainda preciso aprender a lidar, busco apenas expôr minhas últimas reflexões baseada nas observações dos últimos dias.
Além da reciprocidade que desejamos tanto, há ainda outro tema sobre o qual eu gostaria de lhes falar: preconceito e piadinhas do Facebook.
Esta foi uma semana, como já disse anteriormente, de observação. Eu observei diversos amigos e minha surpresa não poderia ser maior: meus amigos e professores são muito mais preconceituosos do que eu pensava, e até mesmo muito mais do que eles próprios imaginam. Que você tenha seus preconceitos é perfeitamente “normal”, afinal de contas é algo tão constante na sociedade que seria impossível não termos algum preconceito, penso eu. Mas o que, de fato, me surpreendeu não foi a existência dos preconceitos, mas a forma como estes se manifestam nessas pessoas, e também o grupo de pessoas e a relação com seus preconceitos. Dividi em dois grupos e tipos de preconceitos para “ilustrar” a minha indignação:
Gays: não gostam de outros gays, falam mal dos outros gays, fazem piadas que diminuem e humilham outros gays.
Mulheres: reforçam esteriótipos de inferiorização do sexo feminino, acreditam que mulher “tem que se dar o respeito” pra ser respeitada, falam mal de outras mulheres e julgam as outras pelo tamanho da saia ou decote.
Por que essas situações me indignaram tanto? Eis a resposta: partiram de dois grupos de “minorias” da nossa sociedade, dois grupos de pessoas que têm que lidar diariamente com o preconceito, os olhares, a inferiorização e o menosprezo da sociedade patriarcal em que vivemos. Isso é, no mínimo, ridículo pra mim. As mulheres precisam reforçar suas qualidades e suas capacidades e enfatizar que estas estão além do sexo “físico” que carregam, precisam provar a cada dia que elas são capazes e que não é o fato de terem uma buceta (o blog é meu e eu falo buceta se eu quiser) que as torna mais ou menos capazes. E são elas que tiram sarro de suas amigas, julgam outras mulheres e se inferiorizam a cada dia. É assim tão difícil de entender que se você sofre por uma determinada razão, o melhor que você poderia fazer seria se juntar com suas “semelhantes” e lutar por seus direitos? Será que assim tão melhor negar a buceta que carrega e achar engraçadinho quando dizem que mulher só pensa em sapato, roupas, fofocas e homens ricos? Sinceramente, esse assunto me renderia um livro todo..
Quanto aos gays homofóbicos: preciso mesmo explicar isso? Eles passam por sofrimento e preconceito DIARIAMENTE, sempre sentem os olhares que os perseguem, sempre tem alguém com uma piadinha, mas mesmo assim eles preferem tirar sarro da “bichinha poc poc” (palavras exatas que extraí dos dias de observação), reclamar que “bicha afeminada parece mulher” e se sentirem no direito de criticar a roupa alheia baseado no esteriótipo de que “bicha tem que entender de moda”. Minha gente, façam-me o favor! Mais uma vez: VOCÊ FAZ PARTE DE UMA MINORIA! E VAI CONTINUAR FAZENDO ATÉ QUE VOCÊ DECIDA SE UNIR AOS SEUS AMIGOS E LUTAR PELOS SEUS DIREITOS! PAREM DE GASTAR SUAS ENERGIAS PARA FRAGMENTAR A SOCIEDADE, USEM-NA PARA COMPACTAR O MUNDO! (momento very crazy com CAPS LOCK)
Só com a união é que conseguimos combater os preconceitos e as babaquices desse mundo patriarcal e machista em que vivemos, já não tá na hora de acordarmos pra isso? Vou repetir que é pra que me entendam bem: eu não quero com esse texto me colocar em posição superior a ninguém, só o que tento defender aqui é que sejamos mais humanos, mais compreensivos e tolerantes. A melhor das virtudes é a tolerância! Que vocês consigam praticá-la um pouco essa semana, eu vou tentar! ;)
Agnes.
Depoimento de uma garota que foi estuprada pelo pai. É de cortar o coração. D:
(Source: slutshamingdetected, via feministacansada)

Orgulho hetero
(via feministacansada)
Nem tudo é questão de gênero, Muriel, agora reprima sua identidade e vem cá debater coisas mais importantes com a gente.
(x)
(Source: feministacansada)

Sabe do que o machista tem mais medo?
De que as coisas podem mudar!
(via feministacansada)